domingo, 3 de março de 2024

3º ANO _ Os humanos e a linguagem: Linguagem e cultura

 SOCIOLOGIA

Professor: Amadeu Cardoso

Turma: 3º ano A/B/C/D


TEMA: Os humanos e a linguagem:  a Linguagem e cultura

PRIMEIRAS PALAVRAS

Entre 2013 e 2015, o número de haitianos matriculados na rede de educação pública estadual de São Paulo cresceu 13 vezes. A maioria desses alunos fala apenas créole e francês. Além da dificuldade com a língua, eles se depararam com o desafio de toda criança que muda de escola pela primeira vez: fazer novos amigos e se enturmar. Muitas vezes, no entanto, estrangeiros são vítimas de preconceito e violência quando chegam a um país que tem uma tradição cultural diferente da sua. 

Acesse: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/04/02/no-de-imigrantes-cresce-18percent-na-rede-estadual-de-escolas-de-sp.ghtml

A palavra cultura tem diversas origens e usos. Entretanto, para a Sociologia, ela é a base sobre a qual as sociedades humanas constroem seus diferentes modos de vida. É por meio da cultura que buscamos soluções para nossos problemas cotidianos, interpretamos a realidade que nos cerca e produzimos novas formas de interação social. A maneira pela qual estruturamos a economia, nossas formas de organização política, as normas e os valores que orientam nossas ações, todos esses elementos estão presentes na cultura. Por sua vez, a cultura é resultado das nossas ações sociais. As práticas, os saberes e sua aplicação pela coletividade resultam num conjunto de conhecimentos que orientam nossa ação no mundo e nos permitem reconhecer, explicar e construir a realidade social.

Porém, a construção da cultura não ocorre de maneira harmônica e igualitária. Ela é marcada por conflitos e relações desiguais entre os diversos grupos humanos. Por exemplo, quando exaltamos a diversidade cultural brasileira, não podemos nos esquecer de que boa parte da cultura popular sofre preconceito e que os processos históricos que geraram essas expressões culturais foram e são marcados por conflitos nos quais negros, mulheres, nordestinos, indígenas, quilombolas, comunidades ribeirinhas e outras minorias sociais são geralmente considerados cidadãos de segunda classe e suas contribuições para a formação da cultura são relegadas a um plano inferior. Entretanto, a história nos mostra que, diante de interesses políticos e comerciais, as classes dominantes incorporaram essas práticas, saberes e costumes ao padrão cultural estabelecido.

Uma forma de perceber como esse processo de construção da cultura ocorre no cotidiano é pensar sua realidade como estudante. Os conhecimentos, as normas, os valores e as ações pedagógicas com que você interage no espaço escolar são produzidos em contextos históricos específicos e por grupos que têm interesse em sua formação. Muitas vezes, os saberes que você traz para a escola ou sua experiência de vida e sua realidade social são ignorados no processo educativo. Assim, sua formação e a maneira como você constrói suas opiniões e como age em seu dia a dia, os comportamentos com os quais se identifica, entre tantas outras coisas, podem não representar o modo como os grupos dos quais você faz parte representam a realidade.

Isso se relaciona, entre outros aspectos, às ideologias dominantes em nossa sociedade. Cada grupo ou coletividade constrói sua visão de mundo com base em contextos históricos e práticas sociais específicas. Desse processo surgem interpretações e propostas de ação que são difundidas socialmente com a pretensão de se tornarem o padrão geral a ser seguido. Quando isso ocorre, estamos diante do que chamamos ideologia. Nesse sentido, a ideologia pode ser compreendida como o conjunto de visões de mundo produzidas por determinados grupos sociais, propostas como modelos destinados a orientar as práticas de outros grupos sociais ou da sociedade na qual se inserem.

A escola tradicional é um veículo para a difusão da ideologia dominante, e, por isso, há uma desvalorização da cultura popular, que propõe outras formas de pensar e de agir no mundo. Por essa razão, várias práticas e vários saberes que não pertencem ou não interessam às classes dominantes foram historicamente desconsiderados pela escola. 

Cultura e ideologia são conceitos que explicam a relação intrínseca entre pensamento e ação. Diferentes contextos modelam nossas escolhas pessoais. Na atualidade, a expansão das novas tecnologias da informação e da comunicação (TICs) é mais um elemento a interferir em nossas opções de vida. Produzidas com base em uma dinâmica social que envolve diversos interesses econômicos, sociais e políticos, essas tecnologias provocam transformações no modo pelo qual os diferentes atores sociais agem e se percebem no mundo. Por outro lado, o modo como indivíduos e coletividades se apropriam dessas tecnologias pode gerar novas interpretações da realidade, capazes de alterar o sentido e a utilização original planejada por aqueles que incentivaram sua difusão. 

O QUE É CULTURA?

Cultura e vida social 

Perceber os múltiplos significados e usos da cultura é um dos modos de constatar sua importância. Em sua origem latina, cultura deriva de colere, que significa cuidar, cultivar, podendo também adquirir um sentido ligado à saúde fisiológica (cuidar do corpo), à religião (cultuar uma divindade) ou ainda à produção de alimentos (agricultura). O uso do termo é, portanto, dinâmico e adquire sentidos diversos de acordo com o contexto social e histórico. Numa definição sociológica básica, a cultura consiste no conjunto de práticas, saberes, normas e valores de uma coletividade, servindo de fundamento para as relações sociais nela estabelecidas.

Cultura como juízo de valor e como produção social

Para entender esses diversos significados, devemos atentar para algumas formas de utilização do termo presentes em nossa sociedade. A primeira delas é a relação entre cultura e educação. Quando afirmamos que “uma pessoa tem muita cultura”, o termo está sendo utilizado no sentido de educação formal ou acadêmica.

Nesse aspecto, relacionamos cultura a uma hierarquização dos indivíduos e grupos. Essa, porém, é uma utilização típica do senso comum. As Ciências Sociais compreendem diferentes formas de inserção na cultura, tendendo a descartar qualquer hierarquização que resulte na discriminação de pessoas ou grupos sociais.

Tal como acontece com o personagem Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, o habitante das zonas rurais foi muitas vezes apontado como alguém preguiçoso e apático, o que exemplifica um modo preconceituoso de tipificar a cultura sertaneja, apresentada como inferior à cultura urbana. Esse é um exemplo de cultura utilizada como critério de valor. Ainda hoje, muitas manifestações da cultura brasileira são tratadas desse modo, sobretudo quando têm origem em grupos socialmente marginalizados.

Por outro lado, a cultura é pensada como práticas e valores de um grupo social, na sua dimensão material e imaterial, como patrimônio a ser preservado e transmitido. Nesse contexto, não há atribuição de superioridade de uma expressão cultural sobre outra. A ideia de cultura fundamenta a construção de teorias sociais que nos permitem compreender os conflitos culturais e a construção de uma crítica à dominação cultural que historicamente destruiu diversas sociedades e grupos sociais.

Cultura e ideologia 

A análise dos fenômenos sociais de nosso cotidiano nos permite perceber a mútua influência entre cultura e ideologia, seja no modo pelo qual os grupos e as classes sociais expressam, em práticas e saberes, sua compreensão e sua trajetória no mundo, seja na forma pela qual essa trajetória é interpretada e valorizada socialmente.

Em cada momento e contexto sócio-histórico, determinados padrões de comportamento são valorizados e outros tratados como secundários ou até rejeitados. Essa condição depende da relação estabelecida entre os diversos conjuntos de indivíduos no processo de interação social. Tal processo é marcado pelos interesses distintos de cada um desses grupos e pela tentativa das classes dominantes de tornar seus modelos referência para as demais classes.

Desse modo, a relação entre as diversas expressões da cultura, os grupos sociais que as desenvolvem, seu reconhecimento social e a relação dessas manifestações com o modo de produção capitalista representam como, em nossa sociedade, as relações entre cultura e ideologia são construídas e efetivadas nas relações sociais.

Uma manifestação cultural de origem popular como o funk carioca pode ser caracterizada como expressão social de parcela das classes dominadas da sociedade brasileira. Apesar da origem estadunidense, o funk foi ressignificado pelas populações da periferia das metrópoles brasileiras, que dele se apropriaram, e se tornou uma de suas referências na construção da identidade social. 

Por causa dessa origem popular, o funk é frequentemente visto como uma manifestação cultural de menor valor. Aqueles que dançam ou cantam suas músicas sofrem preconceito e discriminação, pois praticam uma arte considerada inadequada para os padrões dominantes. Muitas vezes, o funk também é associado à criminalidade e até mesmo proibido pelas autoridades policiais. ( CRIMINALIZAÇÃO DO FUNK) - FUNK FAZ SUCESSO NO MUNDO

Entretanto, como gera retorno financeiro significativo, em determinados contextos esse tipo de expressão musical é encampado pelos meios de comunicação de massa e se torna uma mercadoria difundida socialmente. O caso do funk mostra como a cultura (práticas, saberes, valores) está sempre articulada com a ideologia (interpretação, compreensão, difusão de ideias) e com os interesses econômicos dominantes.

As diversas faces da cultura 

 A cultura é produção humana e não pode ser hierarquizada, pois não é possível justificar qual seria o padrão cultural a ser tomado como critério de diferenciação. Dizer que determinada prática cultural tem mais valor que outra é afirmar o etnocentrismo. Porém, isso não significa que não possamos relacionar a produção cultural com os grupos que as geraram. Sendo assim, é possível afirmar que a cultura possui diversas faces, que, em grande medida, representam os grupos, sujeitos e contextos dos quais surgiram.

Chamamos cultura erudita as práticas, os costumes e os saberes produzidos pelas elites ou para elas. Normalmente, tais práticas e saberes estão relacionados à produção cultural das classes dominantes, que procura se distinguir do que é produzido pelas outras classes.

 A cultura popular, por sua vez, refere-se às práticas, aos costumes e aos saberes que têm sua origem nas classes dominadas ou populares. Representa o conjunto de manifestações culturais cuja origem remete às experiências cotidianas daqueles que não pertencem às classes dominantes. Se afirmamos que a cultura erudita está ligada à cultura oficial, institucionalizada, devemos entender que a cultura popular expressa o saber não oficial, ou não institucionalizado.

Acesse: ACESSE AQUI URGENTE

Por que o Funk é criminalizado? 

https://www.politize.com.br/criminalizacao-funk/ 


O QUE É CULTURA ERUDITA?

O QUE É CULTURA POPULAR?


 

terça-feira, 12 de junho de 2018

ESCOLA UBIRATAN DINIZ DE AGUIAR

PROFESSOR AMADEU CARDOSO

ATIVIDADES PARA O PLANO DE ESTUDO.
RECUPERAÇÃO DAS NOTAS DO PRIMEIRO PERÍODO.

1º ANO HISTÓRIA.

ENTREGAR AO PROFESSOR AMADEU CARDOSO ATÉ O DIA 22 DE DE JUNHO.

HISTÓRIA, CULTURA, PATRIMÔNIO E TEMPO. PÁGINAS DO LIVRO 12 A 22.

LINK https://www.youtube.com/watch?v=C6ynx8GrYTk

Repondas as questões abaixo

Questão 01 – O que estuda a História? Qual a material prima da História?

Questão 02 – O que são fontes Históricas?

Questão 03 - Como estão divididas as fontes históricas?

Questão 04 – A partir da leitura do texto da página 15, defina:
          a - Cultura.
          b- Patrimônio.
           c- Memória

Questão 05 – A partir do vídeo publicado no Blog Professor Amadeu Cardoso, por que a oralidade é importante para a História?

Questão 06 – Na página 19 de seu libro, análise as informações.
Como os diversos povos passaram a interpretar o tempo?


2º ANO HISTÓRIA M

Site https://www.youtube.com/watch?v=sGFROOSJcx4

CONTEÚDO - A AMÉRICA PORTUGUESA - PÁGINAS 52 A 65.

CONTEÚDO - A AMÉRICA PORTUGUESA - PÁGINAS 52 A 65.

VISITAR O SITE: https://www.youtube.com/watch?v=sGFROOSJcx4

QUESTÃO 01 – Os primeiros contatos entre brancos e índios aconteceu de forma diversas. Uma das formas desses contatos foi marcado pela prática do escambo. O que era o escambo? Como isso passou a acontecer?

Questão 02 – Como Portugal passou a organizar a administração colonial?

Questão 03 – O que eram as capitanias Hereditárias? Como estava organizado esse sistema? Por que ele fracassou, entrou em crise?

Questão 04 – O que eram as Sesmarias?

Questão 05 – Na página 58 de seu livro, a partir da leitura como podemos dizer o que eram as Câmaras Municipais? Quem podia ocupar o cargo de vereadores?

Questão 06 – Como os portugueses passaram a colonizar a economia colonial? Páginas 59 do livro.

Questão 07 – Qual a mão de obra utilizada na produção da cana de açúcar?

Questão 08 – Como estava organizada a Sociedade colonial açucareira?



1º ano  - SOCIOLOGIA

SITE: https://www.youtube.com/watch?v=n7uunPOlvLM

CONTEÚDO: PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO: UMA CARACTERISTICA FUNDAMENTAL DAS SOCIEDADES HUMANAS. PÁGINAS16 A 27.


Repondas as questões abaixo

QUESTÕES 01– Quais as diferentes formas de Conhecimento que existe? Defina as formas de conhecimentos.

QUESTÕES 02 – O que é Conhecimento?

Questão 03 – Cite exemplos das formas de conhecimento que existe.

Questão 04 – Quais Revoluções contribuiram para o surgimento da Sociologia?

Questão 05 – Quais as mudanças que a Revolução Francesa proporcionou para o mundo moderno?


Questão 06 – Quais as mudanças que a Revolução Industrial proporcionou para o mundo moderno?


2º ANO SOCIOLOGIA

CONTEÚDO: Poder, política e Estado. Páginas 136 a 145.

Questão 01 – De acordó com o sociológo Max Weber o que é Poder?

Questão 02 – Quais os espaços que existe relação de Poder?

Questão 03 – Como se establece a relação de poder no espaço familiar?

Questão 04 – Analisisando em seu livro nas páginas 141 e 142, quais as formas de exercicio de poder? Explique cada uma das formas?

Questão 05 – Segundo Weber o poder pode ser legitimo ou não. Explique as formas legitimas de poder? Página 142 do livro.
Questão 06 – Segundo Weber, quais as três formas de dominação? Explique cada uma das formas.

Questão 07 – Analisando o texto da página 144, qual o conceito de Politica na Grécia antiga e o outro a partir das Revoluções Liberais segundo Weber?


3º ANO SOCIOLOGIA

CONTEÚDO:SOCIOLOGIA EM DESENVOLVIMENTO/ CAPITALISMO/TEORIA DA DEPENDÊNCIA/ POLITICA NEOLIBERAL.



PAGINAS:260, 261,262, 263,271,272,273.

Questão 01 – O que podemos definir por Capitalismo?
Questão 02 – Quaias as caractetisticas da economía Capitalista?
Questão 03 – Quando podemos dizer que a economía Capitalista se encontra em crise?
Questão 04 – Quaias as propostas utilizadas pelos Páises para sair das crises do Capitalismo?
Questão 05 – A partir da leitura da página 271, como podemos definir Imperialismo?
Questão 06 – Explique a Teoria da Dependência Economica defendida por alguns Sociólogos no final do século XX.
Questão 06 – O que explica a Dependência dos países da América Latina aos Estados Unidos da América?






quinta-feira, 26 de outubro de 2017

ESPAÑOL

GRAMÁTICA: HETEROGÉNERICOS.




Os Heterogenéricos são substantivos que mudam de gênero de um idioma a outro, ou seja, têm gêneros diferentes em português e espanhol.

Os substantivos em espanhol e em português, por serem línguas muito próximas, costumam ter o mesmo gênero, porém nem sempre é assim.
Observemos algumas exceções.

01. Substantivos masculinos em espanhol e femininos em português.
el agua – a água
el arte – a arte
el árbol – a árvore
el aguardente – a aguardente
el análisis – a análise
el aprendizaje – a aprendizagem
el almacenaje – a armazenagem
el cartílado – a cartilagem
el chantaje – a chantagem
el coraje – a coragem
el garaje – a garagem
el vals – a valsa
el testigo – a testemunha
el color – a cor
el dolor – a dor
el orden – a ordem
el desorden – a desorden
el equipo – a equipe
el estreno – a estreia
el énfasis – a ênfase
el origen – a origem
el fraude – a fraude
el humo – a fumaça
el insomnio – a insônia
el margen – a margem
el matarón – a maratona
el rezo – a reza
el vértigo – a vertigem
el puente – a ponte
el viaje – a viagem
el linguaje – a linguagem
el paisaje – a paisagem
el engrenaje – a engrenagem
el origen – a origem
el cráter – a cratera
el pétalo – a pétala
el lavaplatos, el lavavajillas – a lava-louça
el manzano – a macieira
el cólico – a cólica
el tatuaje – a tatuagem
el homenaje – a homenagem
02. Substantivos femininos em espanhol e masculinos em português.
la a, la be – o a, o b
la alarma – o alarme
la baraja – o baralho
la brea – o breu
la costumbre – o costume
la cárcel – o cárcere
la cumbre – o cume
la leche – o leite
la miel – o mel
la legumbre – o legume
la nariz – o nariz
la radio – o rádio
la sal – o sal
la sangre – o sangre
la sonrisa – o sorriso
la protesta – o protesto
la hiel – o fel
la paradoja – o paradoxo
la risa – o riso
la señal – o sinal
la samba – o samba
la vislumbre – o vislumbre
la pesadilla – o pesadelo
la licuadora – o liquidificador
la computadora – o computador
la crema – o creme
la aspiradora de polvo – o aspirador de pó
la coz – o coice
la nada – o nada
Exemplos:
Él se cayó de la bicicleta y se rompió la nariz.
Ele caiu da bicicleta e quebrou o nariz.
El estreno de ese equipo de fútbol será el sábado.
A estreia desse tipo de futebol será no sábado.
Hoy el color del cielo está estupendo.
Hoje a cor do céu está estupenda.
El viaje a Sevilla fue muy rápido.
A viagem a Sevilha foi muito rápida.
Todas las tardes juega a la baraja con los amigos.
Todas as tarde ele joga baralho com os amigos.
Pásame la sal por favor.
Me passa o sal, por favor.
Dentro de un rato pasaremos por el puente.
Dentro de um instante passaremos pela ponte.
El humo de aquella fábrica está contaminando el aire.
A fumaça daquela fábrica está contaminando o ar.
La samba es un ritmo típicamente brasileño.
O samba é um ritmo tipicamente brasileiro.
Finalmente han puesto los corruptos en la cárcel.
Finalmente puseram os corruptos na cadeia.
Al pueblo español la alegría le corre por la sangre.
A alegria corre no sangue do povo espanhol.
La noche está oscura como la brea.
A noite está escura como um breu.
Tiene la costumbre de llamarme todas las semanas.
Ele tem o costume de me ligar todas as manhãs.
El desorden de las ropas me molesta.
A desordem das roupas me incomoda.
El árbol que está en el pátio lo plantó mi abuelo.
Foi meu avô que plantou a árvore que está no quintal.
La leche está en la nevera.
O leite está na geladeira.
Anoche tuve muchas pesadillas.
Ontem à noite tive muitos pesadelos.
Me gusta tomar leche con miel.
Gosto de tomar leite com mel.
Compré la crema que me pediste.
Comprei o creme que você me pediu.
Nos vemos prontito.


SIMULADO ENEM ABAIXO.





CIÊNCIAS HUMANAS

PROFESSOR AMADEU CARDOSO


CONTEÚDO: EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA



Os portugueses foram os primeiros europeus a se lançar ao mar no período das Grandes Navegações Marítimas, nos séculos XV e XVI. No presente texto iremos abordar os motivos do pioneirismo português na conquista dos oceanos.
O primeiro motivo que levou os portugueses ao empreendimento das Grandes Navegações foi a progressiva participação lusitana no comércio europeu no século XV, em razão da ascensão de uma burguesia enriquecida que investiu nas navegações no intuito de comercializar com diferentes partes do mundo.

A centralização monárquica portuguesa aconteceu ainda no século XIV com a Revolução de Avis, Portugal foi considerado o primeiro reino europeu unificado, ou seja, foi o primeiro Estado Nacional da história da Europa. Além do fato da unificação portuguesa, a Revolução de Avis consolidou a força da burguesia mercantil que, conforme vimos acima, investiu pesadamente nas Grandes Navegações.

ITEM 01 - QUAIS OS MOTIVOS QUE PROVAM O PIONEIRISMO PORTUGUÊS NAS GRANDES NAVEGAÇÕES?

O que foram as grandes navegações?  
As grandes navegações foram um conjunto de viagens marítimas que expandiram os limites do mundo conhecido até então. Mares nunca antes navegados, terras, povos, flora e fauna começaram a ser descobertas pelos europeus. E muitas crenças passadas de geração a geração, foram conferidas, confirmadas, ou desmentidas. Eram crenças de que os oceanos eram povoados por animais gigantescos ou que em outros lugares habitavam seres estranhos e perigosos. Ou que a terra poderia acabar a qualquer momento no meio do oceano, o que faria os navios caírem no nada. 

ITEM 02 - O QUE FOI AS GRANDES NAVEGAÇÕES?

Os pioneiros 
Os dois primeiros países que possuíam essas condições favoráveis eram Portugal e Espanha.
Portugal, conhecedor de que as Índias (como genericamente era chamado o Oriente), ficava a Leste, decidiu navegar nessa direção, contornando os obstáculos que fossem surgindo. Optou pelo Ciclo Oriental.

Já a Espanha apostou no projeto trazido pelo genovês Cristóvão Colombo, que acreditava na ideia da esfericidade da terra, e que bastaria navegar sempre em direção do ocidente para se contornar a terra e se atingir as Índias. Era o Ciclo Ocidental. E a disputa estava iniciada entre os dois países. 

ITEM 03 -  QUAIS OS DOIS PAÍSES A SE LANÇAR NAS GRANDES NAVEGAÇÕES? 

O principal objetivo que os navegadores portugueses desejavam alcançar era dar a volta no continente africano, ou seja, realizar o périplo africano. Desta maneira, Portugal foi conquistando várias concessões na África. No ano de 1488, Bartolomeu Dias, navegador português, havia conseguido chegar ao Cabo da Boa Esperança, provando para o mundo que existia uma passagem para outro oceano. Finalmente, no ano de 1498, o navegador português Vasco da Gama alcançou as Índias; em 1500, outro navegador lusitano, Pedro Álvares Cabral, deslocou-se com uma grande frota de embarcações para fazer comércio com o Oriente, acabou chegando ao chamado ‘Novo Mundo’ - o continente americano.
Item 04 - Qual o objetivo dos portugueses?
item 05 - A PARTIR DO TEXTO E DAS EXPLICAÇÕES PODEMOS DIZER QUE O BRASIL FOI DESCOBERTO OU PODEMOS FALAR EM CHEGADA?


TEMA: O ENCONTRO COM OS INDÍGENAS E O INICIO DA COLONIZAÇÃO.

TRECHO DA CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA.
A carta de Pero Vaz de Caminha foi escrita com o objetivo de relatar ao rei de Portugal, dom Manuel I, os principais acontecimentos da expedição comandada por Pedro Álvares Cabral às Índias.
            A seguir, serão apresentados alguns trechos que se referem aos primeiros contatos dos portugueses com as populações indígenas e com as terras que deram origem ao nosso país.
            Leia com atenção os fragmentos selecionados e, em seguida, responda às questões propostas.


Trecho 1
            A pele deles é parda e um pouco avermelhada. Têm rostos e narizes bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem se preocupam em cobrir ou deixar de cobrir suas vergonhas mais do se que preocupariam em mostrar o rosto. E a esse respeito são bastante inocentes. Ambos traziam o lábio inferior furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, fino na ponta como um furador. (…)
            Os cabelos deles são lisos. E os usavam cortados e raspados até acima das orelhas. E um deles trazia como uma cabeleira feita de penas amarelas que lhe cobria toda a cabeça até a nuca (…).
            Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, eles se tornaria, logo cristãos, visto que não aparentam ter nem conhecer crença alguma. Portanto, se os degredados que vão ficar aqui aprenderem bem a sua fala e só entenderem, não duvido que eles, de acordo com a santa intenção de Vossa Alteza, se tornem cristãos e passem a crer na nossa santa fé. Isso há de agradar a Nosso Senhor, porque certamente essa gente é boa e de bela simplicidade. E poderá ser facilmente impressa neles qualquer marca que lhes quiserem dar, já que Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a bons homens. E creio que não foi sem razão o fato de Ele nos ter trazido até aqui.

ITEM 05- COMO PERO VAZ DE CAMINHA DESCREVE OS POVOS QUE VIVIAM NAS TERRAS DO NOVO MUNDO?









quarta-feira, 25 de outubro de 2017

SOCIOLOGIA

INTERPRETANDO O BRASIL.

CONCEITO DE IDENTIDADE NACIONAL.

Para estudar o passado de um povo, de uma instituição, de uma classe, não basta aceitar ao pé da letra tudo quanto nos deixou a simples tradição escrita. É preciso fazer falar a multidão imensa dos figurantes mudos que enchem o panorama da história e são muitas vezes mais interessantes e mais importantes do que os outros, os que apenas escrevem a história.
Sérgio Buarque de Holanda

SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA E SUA OBRA RAÍZES DO BRASIL.


As décadas de 1920 e 1930 foram de intensa atividade intelectual e artística no Brasil. Foi nessas duas décadas que, segundo muitos estudiosos, o Brasil foi “redescoberto”, isto é, novas formas de interpretar a nossa identidade e singularidade ante às outras civilizações foram desenvolvidas, tanto no âmbito da literatura quanto no âmbito da história e das chamadas “ciências sociais”. A Semana de Arte Moderna de 1922 e o Movimento Regionalista, de Pernambuco, foi um dos marcos desse esforço interpretativo sobre o que vem a ser o Brasil. Nessa eferverscência de ideias, um livro tornou-se um marco: “Raízes do Brasil”, do paulista Sérgio Buarque de Holanda, no qual é desenvolvido o fundamental conceito de “homem cordial”.
Como o próprio título do livro indica, “Raízes do Brasil”, publicado em 1936 pela editora José Olympio, é uma obra que tem por objetivo investigar o que fundamenta a história do Brasil, de seu povo e de suas instituições mais peculiares, como a família patriarcal, formada durante o período da Colônia. Vale dizer que esses temas também interessaram a outro grande intelectual brasileiro, contemporâneo de Sérgio, o pernambucano Gilberto Freyre, cujas obras “Casa Grande & Senzala” (1933) e “Sobrados e Mucambos” (1936) são fundamentais para se pensar a formação do Brasil.
O HOMEM CORDIAL.
O livro é dividido em sete partes, intituladas: “Fronteiras da Europa”, “Trabalho & Aventura”, “Herança Cultural”, “O semeador e o Ladrilhador”, “O Homem Cordial”, “Novos Tempos” e “Nossa Revolução”. A parte em que é desenvolvido o conceito de “homem cordial” é uma das que mais revelam as intuições de Sérgio Buarque. O conceito foi extraído de uma carta do escritor paulista Ribeiro Couto endereçada ao também escritor mexicano Alfonso Reyes. A expressão “cordial” não indica, ao contrário do que se pensa, apenas bons modos e gentileza. Cordial vem do radical latino “cordis” (cujo significado mais remoto é cordas), isto é, relativo a coração.

O homem cordial, segundo Sérgio Buarque, precisa expandir o seu ser na vida social, precisa estender-se na coletividade – não suporta o peso da individualidade, precisa “viver nos outros”. Essa necessidade de apropriação afetiva do outro pode ser notada, a título de exemplo, até em expressões linguísticas. Sérgio Buarque cita o sufixo “inho”, colocado em palavras como “senhorzinho” (“sinhozinho”), que revela a vontade de aproximar o que é distante do nível do afeto. O “homem cordial” é, portanto, um artifício, um ardil psicológico e comportamental, que está encrustado em nossa formação enquanto povo. É por isso que Sérgio Buarque diz, também, que: “a contribuição brasileira para a civilização será o homem cordial”.
ASSISTA O VÍDEO ABAIXO.

O PATRIMONIALISMO


patrimonialismo é a característica de um Estado que não possui distinções entre os limites do público e os limites do privado. Foi comum em praticamente todos os absolutismos. ... Como o termo sugere, o Estado acaba se tornando um patrimônio de seu governante.



PATRIMONIALISMO O FAMOSO NEPOTISMO.
  • Nepotismo e personalismo político
Nesse sentido, é frequente no patrimonialismo o aparecimento de fenômenos sociopolíticos como o nepotismo (palavra que vem do latim nepos e que quer dizer descendente). A prática do nepotismo consiste em familiares de um determinado detentor de cargo público (prefeito, deputado, presidente etc.) serem beneficiado por ele, que lhes emprega, valendo-se da influência que tem, em cargos públicos auxiliares: assessoria, secretaria etc. O Estado, nesse sentido, é compreendido como uma extensão do foro privado de quem ocupa um posto político.

ENEM.
ITEM 01 - 
Em sociedade de origens tão nitidamente personalistas como a nossa, é compreensível que os simples vínculos de pessoa a pessoa, independentes e até exclusivos de qualquer tendência para a cooperação autêntica entre os indivíduos, tenham sido quase sempre os mais decisivos. As agregações e relações pessoais, embora por vezes precárias, e, de outro lado, as lutas entre facções, entre famílias, entre regionalismos, faziam dela um todo incoerente e amorfo. O peculiar da vida brasileira parece ter sido por essa época, uma acentuação singularmente enérgica do afetivo, do irracional, do passional e uma estagnação ou antes uma atrofia correspondente das qualidades ordenadoras, disciplinadoras, racionalizadoras.
HOLANDA, S. B. Raízes do Brasil. São Paulo: Cia das Letras, 1995.
Um traço formador da vida pública brasileira expressa-se, segundo a análise do historiador, na
a) rigidez das normas jurídicas.
b) prevalência dos interesses privados.
c) solidez da organização institucional.
d) legitimidade das ações burocrátivas.
e) estabilidade das estruturas políticas.

ITEM 02 - A formação do Brasil e a identidade do brasileiro foram bastante discutidas no início do século XX pelos sociólogos brasileiros Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Júnior. A respeito das análises de Freyre, em seu livro “Casa Grande e Senzala”, é correto afirmar:

 a)
Criou uma tipologia para estudar a formação do Brasil e do brasileiro, dando ênfase explicativa ao tipo aventureiro do português em detrimento do tipo semeador.


 b)
Fez um estudo da colonização portuguesa, descrevendo a formação da família patriarcal brasileira, dando especial importância à miscigenação como traço cultural.


 c)
Observou que a cordialidade do povo brasileiro lhe dificultava o reconhecimento da moderna impessoalidade nas relações sociais.


 d)
Utilizou o materialismo dialético como chave explicativa dos fatos sociais que condicionavam o destino do país.


 e)
Tratou da decadência do patriarcado rural e do crescimento das elites urbanas no Brasil.


Item 03 - Explique o conceito de cordialidade segundo o historiador Sergio Buarque Holanda.

Item 04 - O que o historiador Sérgio Buarque de Holanda define por patrimonialismo?

PARA CASA.