domingo, 3 de março de 2024

1º ANO - Conhecimento científico: o método e a ciência

 SOCIOLOGIA

Professor: Amadeu Cardoso
1º ano A/B/C/D

TEMA: Conhecimento científico: o método e a ciência 



O escurecer do céu e a tempestade que o sucede podem ser analisados mediante a aplicação de um método rigoroso de investigação que explicaria as causas e consequências desse fenômeno, as condições em que ele acontece ou sua periodicidade. Ao seguir esse método, o investigador não apenas produzirá um conhecimento válido como também poderá promover sua aplicação útil. No século XX, o conhecimento formal fundamentado na observação e na experimentação, aliado a sua aplicação útil, tornou-se a principal característica do que chamamos ciência.
O conhecimento científico também é resultado da busca constante por explicações sobre os diferentes eventos que acontecem em nosso mundo. No entanto, essas explicações precisam ser construídas mediante rigorosa execução de um método organizado, com base em teorias coerentes e socialmente aceitas.

Ciência:  Estudo sistemático e metódico dos diferentes fenômenos naturais ou sociais. É realizado com base na seleção de um objeto de pesquisa, que é então analisado por meio de um conjunto de técnicas de investigação e procedimentos de verificação aprovados coletivamente por um grupo de profissionais da área do conhecimento em questão. 

Ciência e senso comum: opostos ou complementares?

Desde que a ciência se estabeleceu como o principal meio de conhecimento dos fenômenos naturais e sociais, sua relação com o senso comum tornou-se objeto de debates. De um lado, estão aqueles que a consideram um conhecimento hierarquicamente superior ao senso comum; de outro, os que consideram complementares os dois tipos de conhecimento. 
O sociólogo Pedro Demo defende que a pesquisa é o modo pelo qual se conhece a realidade. A investigação é uma característica fundamental da ciência. Ao comparar o senso comum com a ciência, ele afirma que o primeiro aceita a realidade sem questionamentos nem pesquisas. Isso equivale a afirmar que o Sol se movimenta em torno da Terra porque o vemos nascer no leste e se pôr no oeste. Ao contrário, a ciência é construída com base em pesquisas metodologicamente fundamentadas.

A contribuição da Sociologia para a interpretação da sociedade contemporânea
Diferentemente dos modos de organização da vida social que a precederam, a sociedade contemporânea tem sido capaz de produzir explicações distintas sobre si mesma, graças ao papel exercido pelo conhecimento científico. Se pensar sobre a vida social é uma característica das sociedades humanas, com a Sociologia esse pensar adquire rigor e perspectiva singulares, que se expressam na construção de diferentes métodos de análise sobre o mundo.

A busca por uma interpretação científica da realidade social

O estabelecimento da ciência como principal meio de explicar o mundo influenciou o modo como a realidade social passou a ser interpretada a partir do século XIX. As transformações sociais, políticas e econômicas que culminaram com as revoluções Industrial e Francesa trouxeram para seus contemporâneos novos dilemas a serem enfrentados.
No que se refere à Revolução Industrial, é importante entender que ela alterou profundamente as relações sociais e econômicas vigentes na época. Em lugar da tradicional economia agrária, consolidou-se uma realidade cada vez mais urbanizada, com o aumento da população nas cidades e o rápido desenvolvimento do comércio e da industrialização. Surgiu também uma mão de obra barata e abundante, formada principalmente pelos camponeses que haviam sido expulsos das antigas propriedades comunais, convertidas agora em propriedades privadas. Essa mão de obra foi submetida a condições laborais insalubres e jornadas exaustivas. O trabalho nas fábricas era realizado sem nenhum tipo de proteção contra doenças ou acidentes, sem salário fixo nem garantia de emprego, configurando um novo e terrível quadro social de exploração e desigualdade, cada vez mais afastado dos ideais iluministas que antecederam a sociedade capitalista.

Sociologia: Ciência que tem papel importante na explicação e na interpretação dos fenômenos sociais. É utilizada como base reflexiva em diferentes áreas do conhecimento, da Medicina ao Direito. Esse saber permite traçar um panorama bastante amplo dos problemas da sociedade. Desde 2008, é disciplina obrigatória nas escolas de Educação Básica no Brasil, tendo papel central na formação dos estudantes e na reflexão crítica por parte destes.

No momento em que os problemas da sociedade passaram a ser percebidos como passíveis de solução, ela se tornou objeto de estudo científico. Em seu Curso de filosofia positiva, Augusto Comte foi o primeiro a definir a Sociologia como a ciência que busca a compreensão dos fundamentos das relações sociais. Naquele contexto, ela foi pensada como técnica para encontrar soluções para os problemas da sociedade industrial europeia, principalmente o da desigualdade, que tantos riscos causava à ordem social capitalista e burguesa. 
Ao longo dos últimos dois séculos, as análises da Sociologia possibilitaram não somente a compreensão das questões relativas ao processo de industrialização, mas também de todas as estruturas da sociedade contemporânea, contribuindo para que os indivíduos e as coletividades possam entender-se como parte de estruturas sociais nas quais são plenamente capazes de interferir.

Os métodos de análise sociológica da realidade social

A análise sociológica consolida progressivamente um conjunto de procedimentos (ou métodos) científicos que auxiliam na compreensão da realidade social. Nas Ciências Sociais, esses métodos são os caminhos que levam à explicação dos fenômenos sociais e à construção do conhecimento. Há três grandes vertentes metodológicas na Sociologia, cada qual correspondente a um dos três grandes autores clássicos: o funcionalismo, a sociologia compreensiva e o materialismo histórico e dialético.






A Sociologia e a interpretação da sociedade do século XXI

O movimento de transformação do mundo não para. A política, a economia e as diferentes formas de organização social (família, escola, trabalho) surpreendem pela velocidade com que produzem novas relações ou rearranjam as antigas. Testemunhas de eventos como a queda do muro de Berlim, em 1989, e do progressivo avanço das tecnologias de comunicação (em especial a telefonia celular e a rede mundial de computadores), as últimas décadas podem ser caracterizadas por um conjunto de transformações que alteraram significativamente a estrutura social em todo o planeta. As mudanças pelas quais passam a economia, a cultura, a política e todas as esferas da vida social têm sido cada vez mais objeto de pesquisas, e a ciência, em seus diferentes campos, tem sido convocada a dar conta de novas realidades constituídas de elementos como novas relações de trabalho, novos arranjos políticos e novas representações e de diferentes aspectos da sociabilidade, como a criminalidade violenta e o consumismo.
Uma dessas interpretações reconhece que, tendo como base uma revolução causada pelo avanço das tecnologias da informação, produziu-se uma remodelação cada vez mais rápida das estruturas sociais. Partindo dessa constatação, o sociólogo espanhol Manuel Castells mostra que as economias do mundo estabeleceram um novo processo de interdependência global, que transformou radicalmente as antigas formas de relação entre a economia, o Estado e a sociedade. Segundo Castells, todas as alterações de caráter econômico, cultural e político devem ser analisadas em relação às transformações tecnológicas de informação, pois o fluxo de informações – isto é, o modo pelo qual elas se propagam e estabelecem diferentes redes sociais – altera os padrões de reprodução social, resultando em constantes mudanças no tecido social. A internet, o trabalho flexível (grandes variações nas condições contratuais, flexibilidade de horário e local de trabalho, novas formas de gestão do trabalho e da produção etc.) e as ONGs transnacionais são exemplos dessas mudanças, bem como as formas de relacionamento virtual, entretenimento eletrônico e cooperação internacional. A partir dessas transformações, Castells vê surgir um novo processo social, que ele chamou de sociedade em rede, ou sociedade informacional.

O sociólogo polonês Zygmunt Bauman destaca o fato de vivermos uma época na qual os parâmetros que construíram a modernidade com base nos ideais emancipatórios da Revolução Francesa perderam sua eficácia. As expectativas de construção de um mundo justo e seguro falharam, e a sociedade hoje vive as consequências de uma realidade de incertezas. A falta de estabilidade no emprego e a incapacidade dos Estados de corrigir essa insegurança constituem importante matriz dos problemas sociais da atualidade. Como a política não é mais capaz de centralizar as demandas sociais, os indivíduos são impedidos ou se abstêm de decidir coletivamente sobre a organização da sociedade. Em lugar do poder de decidir sobre as leis que devem seguir (marca da democratização da política moderna como meio de solucionar os problemas sociais de origem econômica), foi criado um espaço vazio que favorece as soluções individuais e enfraquece a vida coletiva nas sociedades atuais. A forma como esse espaço será preenchido é uma questão tanto para a Sociologia quanto para o futuro de cada sociedade.

VAMOS ACESSAR: A Sociologia e a Metodologia Científica ACESSE AQUI



Cumpridas todas essas etapas do método, o pesquisador deve ainda redigir um artigo (o chamado paper) detalhando todo o estudo, a metodologia utilizada e os resultados obtidos. Esse documento será então enviado a uma ou mais revistas científicas para publicação, o que permitirá que seus pares o conheçam e repliquem (repitam) para avaliar e validar suas conclusões. São os mecanismos de autocorreção da ciência. Só então, após esse diálogo e a interação com a comunidade científica, as descobertas do estudo poderão se incorporar ao conjunto de conhecimentos considerados científicos. 

Os objetos contemporâneos estudados pelas Ciências Sociais não se esgotam nesses temas. Podemos partir de uma questão como o desemprego e descobrir temas tão importantes como a divisão internacional do trabalho, as condições de saúde do trabalhador, as políticas de previdência social e habitação popular, a cultura da periferia e suas manifestações artísticas, assim como as características da violência na cidade e a distribuição das ações criminosas entre os bairros. Uma vontade de saber inesgotável e uma insatisfação com conclusões prontas ou apressadas conduzem o cientista social, por meio de diferentes métodos, a construir interpretações que revelam fenômenos inacessíveis ao espectador casual. O valor dessas interpretações pode ser apropriado pelo senso comum, que se torna mais esclarecido, ou ser utilizado por técnicos e políticos para apresentar soluções objetivas para problemas específicos. Elas servem ainda como referência para futuras pesquisas de outros cientistas, para que aprofundem ou mesmo refutem, quando for o caso, seu trabalho. E essa é a razão de ser da prática científica enquanto durar a curiosidade humana. Assim avançam as Ciências Sociais.



Questão do método nas Ciências Humanas e Sociais

Para estudarmos os seres humanos e suas construções ao longo do tempo e do espaço utilizamos metodologias específicas, diferentes das utilizadas pelas Ciências da Natureza. Foi o que alertou Wilhelm Dilthey quando propôs outro tipo de logos ou racionalidade como fundamento para o conjunto de ciências que ele designava então como “ciências do espírito” – e que hoje se denominam Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.
Para Dilthey, as Ciências da Natureza estariam baseadas no determinismo mecanicista e na concepção de que a natureza se manifesta de maneira regular ao longo do tempo, o que permite ao cientista formular explicações a seu respeito, culminando em leis e teorias. Já as Ciências Humanas e Sociais Aplicadas lidam com objetos indeterminados e com o imprevisto de suas ações. Portanto, só restaria ao pesquisador dessa área buscar apreender o conjunto de elementos que se aplicam a um problema para alcançar seus sentidos e sua compreensão, fazendo uso, assim, de outro logos ou outra racionalidade.
Por isso, as Ciências da Natureza e as Ciências Humanas e Socias Aplicadas seriam ontologicamente distintas, segundo Dilthey. As primeiras se constituiriam em atividades explicativas; as últimas, em atividades compreensivas. Foi dessa distinção que, a partir da segunda metade do século XX, surgiram correntes metodológicas que, sem deixar de seguir as etapas tradicionais do método científico experimental, deram destaque aos dois enfoques básicos utilizados atualmente nas Ciências Humanas e Sociais Aplicadas: 
Enfoque quantitativo – empregado quando se tem uma pergunta ou hipótese sobre a realidade, fazendo uso da coleta de dados e da análise estatística (medição e quantificação) para respondê-la ou confirmá-la; 
Enfoque qualitativo – empregado quando não se conhece a realidade e se busca compreendê-la, fazendo uso da linguagem natural (sem medição numérica) na coleta de dados para mapear o contexto e as percepções dos atores sociais.

Os estudos qualitativos das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas seguem um processo indutivo (vão do particular ao geral), gerando perspectivas teóricas a partir da exploração do objeto de estudo, mas não pretendem, com isso, chegar necessariamente a generalizações que atinjam contextos mais amplos ou universais. Entre as técnicas de obtenção de dados estão entrevistas, questionários, grupos focais, observação, registros históricos etc.

VAMOS FAZER UMA PESQUISA?








 









3º ANO _ Os humanos e a linguagem: Linguagem e cultura

 SOCIOLOGIA

Professor: Amadeu Cardoso

Turma: 3º ano A/B/C/D


TEMA: Os humanos e a linguagem:  a Linguagem e cultura

PRIMEIRAS PALAVRAS

Entre 2013 e 2015, o número de haitianos matriculados na rede de educação pública estadual de São Paulo cresceu 13 vezes. A maioria desses alunos fala apenas créole e francês. Além da dificuldade com a língua, eles se depararam com o desafio de toda criança que muda de escola pela primeira vez: fazer novos amigos e se enturmar. Muitas vezes, no entanto, estrangeiros são vítimas de preconceito e violência quando chegam a um país que tem uma tradição cultural diferente da sua. 

Acesse: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/04/02/no-de-imigrantes-cresce-18percent-na-rede-estadual-de-escolas-de-sp.ghtml

A palavra cultura tem diversas origens e usos. Entretanto, para a Sociologia, ela é a base sobre a qual as sociedades humanas constroem seus diferentes modos de vida. É por meio da cultura que buscamos soluções para nossos problemas cotidianos, interpretamos a realidade que nos cerca e produzimos novas formas de interação social. A maneira pela qual estruturamos a economia, nossas formas de organização política, as normas e os valores que orientam nossas ações, todos esses elementos estão presentes na cultura. Por sua vez, a cultura é resultado das nossas ações sociais. As práticas, os saberes e sua aplicação pela coletividade resultam num conjunto de conhecimentos que orientam nossa ação no mundo e nos permitem reconhecer, explicar e construir a realidade social.

Porém, a construção da cultura não ocorre de maneira harmônica e igualitária. Ela é marcada por conflitos e relações desiguais entre os diversos grupos humanos. Por exemplo, quando exaltamos a diversidade cultural brasileira, não podemos nos esquecer de que boa parte da cultura popular sofre preconceito e que os processos históricos que geraram essas expressões culturais foram e são marcados por conflitos nos quais negros, mulheres, nordestinos, indígenas, quilombolas, comunidades ribeirinhas e outras minorias sociais são geralmente considerados cidadãos de segunda classe e suas contribuições para a formação da cultura são relegadas a um plano inferior. Entretanto, a história nos mostra que, diante de interesses políticos e comerciais, as classes dominantes incorporaram essas práticas, saberes e costumes ao padrão cultural estabelecido.

Uma forma de perceber como esse processo de construção da cultura ocorre no cotidiano é pensar sua realidade como estudante. Os conhecimentos, as normas, os valores e as ações pedagógicas com que você interage no espaço escolar são produzidos em contextos históricos específicos e por grupos que têm interesse em sua formação. Muitas vezes, os saberes que você traz para a escola ou sua experiência de vida e sua realidade social são ignorados no processo educativo. Assim, sua formação e a maneira como você constrói suas opiniões e como age em seu dia a dia, os comportamentos com os quais se identifica, entre tantas outras coisas, podem não representar o modo como os grupos dos quais você faz parte representam a realidade.

Isso se relaciona, entre outros aspectos, às ideologias dominantes em nossa sociedade. Cada grupo ou coletividade constrói sua visão de mundo com base em contextos históricos e práticas sociais específicas. Desse processo surgem interpretações e propostas de ação que são difundidas socialmente com a pretensão de se tornarem o padrão geral a ser seguido. Quando isso ocorre, estamos diante do que chamamos ideologia. Nesse sentido, a ideologia pode ser compreendida como o conjunto de visões de mundo produzidas por determinados grupos sociais, propostas como modelos destinados a orientar as práticas de outros grupos sociais ou da sociedade na qual se inserem.

A escola tradicional é um veículo para a difusão da ideologia dominante, e, por isso, há uma desvalorização da cultura popular, que propõe outras formas de pensar e de agir no mundo. Por essa razão, várias práticas e vários saberes que não pertencem ou não interessam às classes dominantes foram historicamente desconsiderados pela escola. 

Cultura e ideologia são conceitos que explicam a relação intrínseca entre pensamento e ação. Diferentes contextos modelam nossas escolhas pessoais. Na atualidade, a expansão das novas tecnologias da informação e da comunicação (TICs) é mais um elemento a interferir em nossas opções de vida. Produzidas com base em uma dinâmica social que envolve diversos interesses econômicos, sociais e políticos, essas tecnologias provocam transformações no modo pelo qual os diferentes atores sociais agem e se percebem no mundo. Por outro lado, o modo como indivíduos e coletividades se apropriam dessas tecnologias pode gerar novas interpretações da realidade, capazes de alterar o sentido e a utilização original planejada por aqueles que incentivaram sua difusão. 

O QUE É CULTURA?

Cultura e vida social 

Perceber os múltiplos significados e usos da cultura é um dos modos de constatar sua importância. Em sua origem latina, cultura deriva de colere, que significa cuidar, cultivar, podendo também adquirir um sentido ligado à saúde fisiológica (cuidar do corpo), à religião (cultuar uma divindade) ou ainda à produção de alimentos (agricultura). O uso do termo é, portanto, dinâmico e adquire sentidos diversos de acordo com o contexto social e histórico. Numa definição sociológica básica, a cultura consiste no conjunto de práticas, saberes, normas e valores de uma coletividade, servindo de fundamento para as relações sociais nela estabelecidas.

Cultura como juízo de valor e como produção social

Para entender esses diversos significados, devemos atentar para algumas formas de utilização do termo presentes em nossa sociedade. A primeira delas é a relação entre cultura e educação. Quando afirmamos que “uma pessoa tem muita cultura”, o termo está sendo utilizado no sentido de educação formal ou acadêmica.

Nesse aspecto, relacionamos cultura a uma hierarquização dos indivíduos e grupos. Essa, porém, é uma utilização típica do senso comum. As Ciências Sociais compreendem diferentes formas de inserção na cultura, tendendo a descartar qualquer hierarquização que resulte na discriminação de pessoas ou grupos sociais.

Tal como acontece com o personagem Jeca Tatu, de Monteiro Lobato, o habitante das zonas rurais foi muitas vezes apontado como alguém preguiçoso e apático, o que exemplifica um modo preconceituoso de tipificar a cultura sertaneja, apresentada como inferior à cultura urbana. Esse é um exemplo de cultura utilizada como critério de valor. Ainda hoje, muitas manifestações da cultura brasileira são tratadas desse modo, sobretudo quando têm origem em grupos socialmente marginalizados.

Por outro lado, a cultura é pensada como práticas e valores de um grupo social, na sua dimensão material e imaterial, como patrimônio a ser preservado e transmitido. Nesse contexto, não há atribuição de superioridade de uma expressão cultural sobre outra. A ideia de cultura fundamenta a construção de teorias sociais que nos permitem compreender os conflitos culturais e a construção de uma crítica à dominação cultural que historicamente destruiu diversas sociedades e grupos sociais.

Cultura e ideologia 

A análise dos fenômenos sociais de nosso cotidiano nos permite perceber a mútua influência entre cultura e ideologia, seja no modo pelo qual os grupos e as classes sociais expressam, em práticas e saberes, sua compreensão e sua trajetória no mundo, seja na forma pela qual essa trajetória é interpretada e valorizada socialmente.

Em cada momento e contexto sócio-histórico, determinados padrões de comportamento são valorizados e outros tratados como secundários ou até rejeitados. Essa condição depende da relação estabelecida entre os diversos conjuntos de indivíduos no processo de interação social. Tal processo é marcado pelos interesses distintos de cada um desses grupos e pela tentativa das classes dominantes de tornar seus modelos referência para as demais classes.

Desse modo, a relação entre as diversas expressões da cultura, os grupos sociais que as desenvolvem, seu reconhecimento social e a relação dessas manifestações com o modo de produção capitalista representam como, em nossa sociedade, as relações entre cultura e ideologia são construídas e efetivadas nas relações sociais.

Uma manifestação cultural de origem popular como o funk carioca pode ser caracterizada como expressão social de parcela das classes dominadas da sociedade brasileira. Apesar da origem estadunidense, o funk foi ressignificado pelas populações da periferia das metrópoles brasileiras, que dele se apropriaram, e se tornou uma de suas referências na construção da identidade social. 

Por causa dessa origem popular, o funk é frequentemente visto como uma manifestação cultural de menor valor. Aqueles que dançam ou cantam suas músicas sofrem preconceito e discriminação, pois praticam uma arte considerada inadequada para os padrões dominantes. Muitas vezes, o funk também é associado à criminalidade e até mesmo proibido pelas autoridades policiais. ( CRIMINALIZAÇÃO DO FUNK) - FUNK FAZ SUCESSO NO MUNDO

Entretanto, como gera retorno financeiro significativo, em determinados contextos esse tipo de expressão musical é encampado pelos meios de comunicação de massa e se torna uma mercadoria difundida socialmente. O caso do funk mostra como a cultura (práticas, saberes, valores) está sempre articulada com a ideologia (interpretação, compreensão, difusão de ideias) e com os interesses econômicos dominantes.

As diversas faces da cultura 

 A cultura é produção humana e não pode ser hierarquizada, pois não é possível justificar qual seria o padrão cultural a ser tomado como critério de diferenciação. Dizer que determinada prática cultural tem mais valor que outra é afirmar o etnocentrismo. Porém, isso não significa que não possamos relacionar a produção cultural com os grupos que as geraram. Sendo assim, é possível afirmar que a cultura possui diversas faces, que, em grande medida, representam os grupos, sujeitos e contextos dos quais surgiram.

Chamamos cultura erudita as práticas, os costumes e os saberes produzidos pelas elites ou para elas. Normalmente, tais práticas e saberes estão relacionados à produção cultural das classes dominantes, que procura se distinguir do que é produzido pelas outras classes.

 A cultura popular, por sua vez, refere-se às práticas, aos costumes e aos saberes que têm sua origem nas classes dominadas ou populares. Representa o conjunto de manifestações culturais cuja origem remete às experiências cotidianas daqueles que não pertencem às classes dominantes. Se afirmamos que a cultura erudita está ligada à cultura oficial, institucionalizada, devemos entender que a cultura popular expressa o saber não oficial, ou não institucionalizado.

Acesse: ACESSE AQUI URGENTE

Por que o Funk é criminalizado? 

https://www.politize.com.br/criminalizacao-funk/ 


O QUE É CULTURA ERUDITA?

O QUE É CULTURA POPULAR?


 

terça-feira, 12 de junho de 2018

ESCOLA UBIRATAN DINIZ DE AGUIAR

PROFESSOR AMADEU CARDOSO

ATIVIDADES PARA O PLANO DE ESTUDO.
RECUPERAÇÃO DAS NOTAS DO PRIMEIRO PERÍODO.

1º ANO HISTÓRIA.

ENTREGAR AO PROFESSOR AMADEU CARDOSO ATÉ O DIA 22 DE DE JUNHO.

HISTÓRIA, CULTURA, PATRIMÔNIO E TEMPO. PÁGINAS DO LIVRO 12 A 22.

LINK https://www.youtube.com/watch?v=C6ynx8GrYTk

Repondas as questões abaixo

Questão 01 – O que estuda a História? Qual a material prima da História?

Questão 02 – O que são fontes Históricas?

Questão 03 - Como estão divididas as fontes históricas?

Questão 04 – A partir da leitura do texto da página 15, defina:
          a - Cultura.
          b- Patrimônio.
           c- Memória

Questão 05 – A partir do vídeo publicado no Blog Professor Amadeu Cardoso, por que a oralidade é importante para a História?

Questão 06 – Na página 19 de seu libro, análise as informações.
Como os diversos povos passaram a interpretar o tempo?


2º ANO HISTÓRIA M

Site https://www.youtube.com/watch?v=sGFROOSJcx4

CONTEÚDO - A AMÉRICA PORTUGUESA - PÁGINAS 52 A 65.

CONTEÚDO - A AMÉRICA PORTUGUESA - PÁGINAS 52 A 65.

VISITAR O SITE: https://www.youtube.com/watch?v=sGFROOSJcx4

QUESTÃO 01 – Os primeiros contatos entre brancos e índios aconteceu de forma diversas. Uma das formas desses contatos foi marcado pela prática do escambo. O que era o escambo? Como isso passou a acontecer?

Questão 02 – Como Portugal passou a organizar a administração colonial?

Questão 03 – O que eram as capitanias Hereditárias? Como estava organizado esse sistema? Por que ele fracassou, entrou em crise?

Questão 04 – O que eram as Sesmarias?

Questão 05 – Na página 58 de seu livro, a partir da leitura como podemos dizer o que eram as Câmaras Municipais? Quem podia ocupar o cargo de vereadores?

Questão 06 – Como os portugueses passaram a colonizar a economia colonial? Páginas 59 do livro.

Questão 07 – Qual a mão de obra utilizada na produção da cana de açúcar?

Questão 08 – Como estava organizada a Sociedade colonial açucareira?



1º ano  - SOCIOLOGIA

SITE: https://www.youtube.com/watch?v=n7uunPOlvLM

CONTEÚDO: PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO: UMA CARACTERISTICA FUNDAMENTAL DAS SOCIEDADES HUMANAS. PÁGINAS16 A 27.


Repondas as questões abaixo

QUESTÕES 01– Quais as diferentes formas de Conhecimento que existe? Defina as formas de conhecimentos.

QUESTÕES 02 – O que é Conhecimento?

Questão 03 – Cite exemplos das formas de conhecimento que existe.

Questão 04 – Quais Revoluções contribuiram para o surgimento da Sociologia?

Questão 05 – Quais as mudanças que a Revolução Francesa proporcionou para o mundo moderno?


Questão 06 – Quais as mudanças que a Revolução Industrial proporcionou para o mundo moderno?


2º ANO SOCIOLOGIA

CONTEÚDO: Poder, política e Estado. Páginas 136 a 145.

Questão 01 – De acordó com o sociológo Max Weber o que é Poder?

Questão 02 – Quais os espaços que existe relação de Poder?

Questão 03 – Como se establece a relação de poder no espaço familiar?

Questão 04 – Analisisando em seu livro nas páginas 141 e 142, quais as formas de exercicio de poder? Explique cada uma das formas?

Questão 05 – Segundo Weber o poder pode ser legitimo ou não. Explique as formas legitimas de poder? Página 142 do livro.
Questão 06 – Segundo Weber, quais as três formas de dominação? Explique cada uma das formas.

Questão 07 – Analisando o texto da página 144, qual o conceito de Politica na Grécia antiga e o outro a partir das Revoluções Liberais segundo Weber?


3º ANO SOCIOLOGIA

CONTEÚDO:SOCIOLOGIA EM DESENVOLVIMENTO/ CAPITALISMO/TEORIA DA DEPENDÊNCIA/ POLITICA NEOLIBERAL.



PAGINAS:260, 261,262, 263,271,272,273.

Questão 01 – O que podemos definir por Capitalismo?
Questão 02 – Quaias as caractetisticas da economía Capitalista?
Questão 03 – Quando podemos dizer que a economía Capitalista se encontra em crise?
Questão 04 – Quaias as propostas utilizadas pelos Páises para sair das crises do Capitalismo?
Questão 05 – A partir da leitura da página 271, como podemos definir Imperialismo?
Questão 06 – Explique a Teoria da Dependência Economica defendida por alguns Sociólogos no final do século XX.
Questão 06 – O que explica a Dependência dos países da América Latina aos Estados Unidos da América?






quinta-feira, 26 de outubro de 2017

ESPAÑOL

GRAMÁTICA: HETEROGÉNERICOS.




Os Heterogenéricos são substantivos que mudam de gênero de um idioma a outro, ou seja, têm gêneros diferentes em português e espanhol.

Os substantivos em espanhol e em português, por serem línguas muito próximas, costumam ter o mesmo gênero, porém nem sempre é assim.
Observemos algumas exceções.

01. Substantivos masculinos em espanhol e femininos em português.
el agua – a água
el arte – a arte
el árbol – a árvore
el aguardente – a aguardente
el análisis – a análise
el aprendizaje – a aprendizagem
el almacenaje – a armazenagem
el cartílado – a cartilagem
el chantaje – a chantagem
el coraje – a coragem
el garaje – a garagem
el vals – a valsa
el testigo – a testemunha
el color – a cor
el dolor – a dor
el orden – a ordem
el desorden – a desorden
el equipo – a equipe
el estreno – a estreia
el énfasis – a ênfase
el origen – a origem
el fraude – a fraude
el humo – a fumaça
el insomnio – a insônia
el margen – a margem
el matarón – a maratona
el rezo – a reza
el vértigo – a vertigem
el puente – a ponte
el viaje – a viagem
el linguaje – a linguagem
el paisaje – a paisagem
el engrenaje – a engrenagem
el origen – a origem
el cráter – a cratera
el pétalo – a pétala
el lavaplatos, el lavavajillas – a lava-louça
el manzano – a macieira
el cólico – a cólica
el tatuaje – a tatuagem
el homenaje – a homenagem
02. Substantivos femininos em espanhol e masculinos em português.
la a, la be – o a, o b
la alarma – o alarme
la baraja – o baralho
la brea – o breu
la costumbre – o costume
la cárcel – o cárcere
la cumbre – o cume
la leche – o leite
la miel – o mel
la legumbre – o legume
la nariz – o nariz
la radio – o rádio
la sal – o sal
la sangre – o sangre
la sonrisa – o sorriso
la protesta – o protesto
la hiel – o fel
la paradoja – o paradoxo
la risa – o riso
la señal – o sinal
la samba – o samba
la vislumbre – o vislumbre
la pesadilla – o pesadelo
la licuadora – o liquidificador
la computadora – o computador
la crema – o creme
la aspiradora de polvo – o aspirador de pó
la coz – o coice
la nada – o nada
Exemplos:
Él se cayó de la bicicleta y se rompió la nariz.
Ele caiu da bicicleta e quebrou o nariz.
El estreno de ese equipo de fútbol será el sábado.
A estreia desse tipo de futebol será no sábado.
Hoy el color del cielo está estupendo.
Hoje a cor do céu está estupenda.
El viaje a Sevilla fue muy rápido.
A viagem a Sevilha foi muito rápida.
Todas las tardes juega a la baraja con los amigos.
Todas as tarde ele joga baralho com os amigos.
Pásame la sal por favor.
Me passa o sal, por favor.
Dentro de un rato pasaremos por el puente.
Dentro de um instante passaremos pela ponte.
El humo de aquella fábrica está contaminando el aire.
A fumaça daquela fábrica está contaminando o ar.
La samba es un ritmo típicamente brasileño.
O samba é um ritmo tipicamente brasileiro.
Finalmente han puesto los corruptos en la cárcel.
Finalmente puseram os corruptos na cadeia.
Al pueblo español la alegría le corre por la sangre.
A alegria corre no sangue do povo espanhol.
La noche está oscura como la brea.
A noite está escura como um breu.
Tiene la costumbre de llamarme todas las semanas.
Ele tem o costume de me ligar todas as manhãs.
El desorden de las ropas me molesta.
A desordem das roupas me incomoda.
El árbol que está en el pátio lo plantó mi abuelo.
Foi meu avô que plantou a árvore que está no quintal.
La leche está en la nevera.
O leite está na geladeira.
Anoche tuve muchas pesadillas.
Ontem à noite tive muitos pesadelos.
Me gusta tomar leche con miel.
Gosto de tomar leite com mel.
Compré la crema que me pediste.
Comprei o creme que você me pediu.
Nos vemos prontito.


SIMULADO ENEM ABAIXO.





CIÊNCIAS HUMANAS

PROFESSOR AMADEU CARDOSO


CONTEÚDO: EXPANSÃO MARÍTIMA PORTUGUESA



Os portugueses foram os primeiros europeus a se lançar ao mar no período das Grandes Navegações Marítimas, nos séculos XV e XVI. No presente texto iremos abordar os motivos do pioneirismo português na conquista dos oceanos.
O primeiro motivo que levou os portugueses ao empreendimento das Grandes Navegações foi a progressiva participação lusitana no comércio europeu no século XV, em razão da ascensão de uma burguesia enriquecida que investiu nas navegações no intuito de comercializar com diferentes partes do mundo.

A centralização monárquica portuguesa aconteceu ainda no século XIV com a Revolução de Avis, Portugal foi considerado o primeiro reino europeu unificado, ou seja, foi o primeiro Estado Nacional da história da Europa. Além do fato da unificação portuguesa, a Revolução de Avis consolidou a força da burguesia mercantil que, conforme vimos acima, investiu pesadamente nas Grandes Navegações.

ITEM 01 - QUAIS OS MOTIVOS QUE PROVAM O PIONEIRISMO PORTUGUÊS NAS GRANDES NAVEGAÇÕES?

O que foram as grandes navegações?  
As grandes navegações foram um conjunto de viagens marítimas que expandiram os limites do mundo conhecido até então. Mares nunca antes navegados, terras, povos, flora e fauna começaram a ser descobertas pelos europeus. E muitas crenças passadas de geração a geração, foram conferidas, confirmadas, ou desmentidas. Eram crenças de que os oceanos eram povoados por animais gigantescos ou que em outros lugares habitavam seres estranhos e perigosos. Ou que a terra poderia acabar a qualquer momento no meio do oceano, o que faria os navios caírem no nada. 

ITEM 02 - O QUE FOI AS GRANDES NAVEGAÇÕES?

Os pioneiros 
Os dois primeiros países que possuíam essas condições favoráveis eram Portugal e Espanha.
Portugal, conhecedor de que as Índias (como genericamente era chamado o Oriente), ficava a Leste, decidiu navegar nessa direção, contornando os obstáculos que fossem surgindo. Optou pelo Ciclo Oriental.

Já a Espanha apostou no projeto trazido pelo genovês Cristóvão Colombo, que acreditava na ideia da esfericidade da terra, e que bastaria navegar sempre em direção do ocidente para se contornar a terra e se atingir as Índias. Era o Ciclo Ocidental. E a disputa estava iniciada entre os dois países. 

ITEM 03 -  QUAIS OS DOIS PAÍSES A SE LANÇAR NAS GRANDES NAVEGAÇÕES? 

O principal objetivo que os navegadores portugueses desejavam alcançar era dar a volta no continente africano, ou seja, realizar o périplo africano. Desta maneira, Portugal foi conquistando várias concessões na África. No ano de 1488, Bartolomeu Dias, navegador português, havia conseguido chegar ao Cabo da Boa Esperança, provando para o mundo que existia uma passagem para outro oceano. Finalmente, no ano de 1498, o navegador português Vasco da Gama alcançou as Índias; em 1500, outro navegador lusitano, Pedro Álvares Cabral, deslocou-se com uma grande frota de embarcações para fazer comércio com o Oriente, acabou chegando ao chamado ‘Novo Mundo’ - o continente americano.
Item 04 - Qual o objetivo dos portugueses?
item 05 - A PARTIR DO TEXTO E DAS EXPLICAÇÕES PODEMOS DIZER QUE O BRASIL FOI DESCOBERTO OU PODEMOS FALAR EM CHEGADA?


TEMA: O ENCONTRO COM OS INDÍGENAS E O INICIO DA COLONIZAÇÃO.

TRECHO DA CARTA DE PERO VAZ DE CAMINHA.
A carta de Pero Vaz de Caminha foi escrita com o objetivo de relatar ao rei de Portugal, dom Manuel I, os principais acontecimentos da expedição comandada por Pedro Álvares Cabral às Índias.
            A seguir, serão apresentados alguns trechos que se referem aos primeiros contatos dos portugueses com as populações indígenas e com as terras que deram origem ao nosso país.
            Leia com atenção os fragmentos selecionados e, em seguida, responda às questões propostas.


Trecho 1
            A pele deles é parda e um pouco avermelhada. Têm rostos e narizes bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem se preocupam em cobrir ou deixar de cobrir suas vergonhas mais do se que preocupariam em mostrar o rosto. E a esse respeito são bastante inocentes. Ambos traziam o lábio inferior furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, fino na ponta como um furador. (…)
            Os cabelos deles são lisos. E os usavam cortados e raspados até acima das orelhas. E um deles trazia como uma cabeleira feita de penas amarelas que lhe cobria toda a cabeça até a nuca (…).
            Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, eles se tornaria, logo cristãos, visto que não aparentam ter nem conhecer crença alguma. Portanto, se os degredados que vão ficar aqui aprenderem bem a sua fala e só entenderem, não duvido que eles, de acordo com a santa intenção de Vossa Alteza, se tornem cristãos e passem a crer na nossa santa fé. Isso há de agradar a Nosso Senhor, porque certamente essa gente é boa e de bela simplicidade. E poderá ser facilmente impressa neles qualquer marca que lhes quiserem dar, já que Nosso Senhor lhes deu bons corpos e bons rostos, como a bons homens. E creio que não foi sem razão o fato de Ele nos ter trazido até aqui.

ITEM 05- COMO PERO VAZ DE CAMINHA DESCREVE OS POVOS QUE VIVIAM NAS TERRAS DO NOVO MUNDO?